Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Bodka
Recentemente fui ao casamento da minha prima Ana que casou com o Johna, um rapazito belga alto e formoso. Ficou bem casada. À chegada ao copo de àgua, veio ao meu encontro um empregado que trazia a bandeja de bebidas. Gosto de beber um Gin Tónico nos casamentos, não me perguntem porque, porque gosto. Às vezes até bebo mais que um, ou dois. No do meu irmão bebi uns quantos... em jejum. Lindo serviço. Mas este post não é para contar sobre as bodas. Recuperando o empregado do copo de àgua, homem de estatura pequenina, bigode farto, camisa branca quase imaculada e óculos com lentes que escurecem com a intensidade luminosa (um must na sua faixa etária), extraordinariamente conseguiu utilizar duas das mais comuns palavras adaptadas ao português de taberna, de uma só rajada. Preparo-me eu para agarrar um copito de bebida branca, pensando eu que era Gin Tónico, e ele para-me o movimento e diz: "Isso é Bódka." e eu pergunto "Desculpe?" e ele replica "Bódka, isso é bodka.". Respondo "Então não, obrigado. E este aqui é o quê?", e ele responde "Whiske... este é Whiske...". Bodka e Whiske são palavras lindas, míticas na restauração portuguesa. Pena tive eu de não lhe pedir uma Mine, ou uma Sande. Coisa que a nossa lingua não é é morta. Sempre a inovar.
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